Os fios dos teus novelos ocuparam
este quarto e esta casa.
E todas vãs, todas cegas as tesouras...
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Os caminhos
Mas como seguir os caminhos,
se em cada rua há um beco,
se em cada estrada se esconde
uma sombra, um abismo.
se em cada rua há um beco,
se em cada estrada se esconde
uma sombra, um abismo.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Poema
Um artesão estava voltando para casa
quando viu, num beco escuro, um homem que voava.
Espantado com tamanho fenômeno, decidiu aproximar-se.
O homem que voava era um velho sujo e triste,
coberto de andrajos e feridas.
Ele disse ao artesão que vivia há muitos anos
naquele beco, desde que fora expulso de casa,
e se alimentava dos restos de lixo que dividia
com os cães que também ali moravam.
O artesão, indignado com tamanha indiferença,
saiu correndo pelas ruas chamando todos para
verem o maior sonho humano realizado.
Ninguém acreditou no artesão,
pois as pessoas disseram que voar era ato
exclusivo dos pássaros e que Deus criara o
homem para ficar preso à terra.
Ao voltar ao beco, o artesão contou ao homem
o que ouvira e prometeu voltar no dia seguinte
com alimentos e roupas novas.
No outro dia, ele encontrou somente os restos
das asas cortadas na boca dos cães.
quando viu, num beco escuro, um homem que voava.
Espantado com tamanho fenômeno, decidiu aproximar-se.
O homem que voava era um velho sujo e triste,
coberto de andrajos e feridas.
Ele disse ao artesão que vivia há muitos anos
naquele beco, desde que fora expulso de casa,
e se alimentava dos restos de lixo que dividia
com os cães que também ali moravam.
O artesão, indignado com tamanha indiferença,
saiu correndo pelas ruas chamando todos para
verem o maior sonho humano realizado.
Ninguém acreditou no artesão,
pois as pessoas disseram que voar era ato
exclusivo dos pássaros e que Deus criara o
homem para ficar preso à terra.
Ao voltar ao beco, o artesão contou ao homem
o que ouvira e prometeu voltar no dia seguinte
com alimentos e roupas novas.
No outro dia, ele encontrou somente os restos
das asas cortadas na boca dos cães.
A montanha
Vago sozinho por esta montanha.
A avalanche passada separou-me
de meu último companheiro.
Hoje, emocionei-me ao ver um
pequeno ponto lá embaixo.
Será que realmente sabes, irmão,
o que há por aqui?
Tens consciência das cavernas,
dos abismos e dos lobos?
A avalanche passada separou-me
de meu último companheiro.
Hoje, emocionei-me ao ver um
pequeno ponto lá embaixo.
Será que realmente sabes, irmão,
o que há por aqui?
Tens consciência das cavernas,
dos abismos e dos lobos?
Poema
Expulsei em ti os versos
que existiam em mim.
Porque,
além deles entenderem-te,
também tu os entenderia...
que existiam em mim.
Porque,
além deles entenderem-te,
também tu os entenderia...
sábado, 1 de agosto de 2009
Noites brancas
Casa vazia
Madrugada
Insônia
Você Chega
JanTamOs
OlhAmOS a NoIte
VaMoS pARa SaLa
VEmoS uM FiLMe
NoS BEIjamOS
NOSTOCAMOS
FERXCHAMUSXOSOSLHOS
DeVAgARnos SEparAMOS
E, tRiste,
sinto o arrogante fenecer.
Madrugada
Insônia
Você Chega
JanTamOs
OlhAmOS a NoIte
VaMoS pARa SaLa
VEmoS uM FiLMe
NoS BEIjamOS
NOSTOCAMOS
FERXCHAMUSXOSOSLHOS
DeVAgARnos SEparAMOS
E, tRiste,
sinto o arrogante fenecer.
Flores de vidro
Presos
Presos
Presos num mundo nosso
Presos
Presos no mundo deles
Estamos presos
Presos sem merecer
Caem sobre nós os males do mundo,as infelicidades da vida
Pagamos o preço, os preços: presos
E sem merecer…
Sem merecer ficamos presos
Presos num mundo de sonhos
Sonhos, apenas nos sonhos
Presos nos sonhos
Choramos pelo que não foi
Choramos pelo que foi
Choramos pelo que vai ser
Choramos porque estamos presos
Choramos porque somos presos
E sem merecer…
Somos flores de vidro.
Presos
Presos num mundo nosso
Presos
Presos no mundo deles
Estamos presos
Presos sem merecer
Caem sobre nós os males do mundo,as infelicidades da vida
Pagamos o preço, os preços: presos
E sem merecer…
Sem merecer ficamos presos
Presos num mundo de sonhos
Sonhos, apenas nos sonhos
Presos nos sonhos
Choramos pelo que não foi
Choramos pelo que foi
Choramos pelo que vai ser
Choramos porque estamos presos
Choramos porque somos presos
E sem merecer…
Somos flores de vidro.
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